Boletim Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior aponta preços elevados como limitadores da massificação do serviço
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o preço é o principal obstáculo da evolução da banda larga no Brasil.
Segundo artigo publicado na quinta edição do boletim Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, os valores 7,2 vezes superiores aos praticados nos Estados Unidos e Japão são impeditivos para a massificação do serviço em território brasileiro.
O estudo conclui que o serviço, que pode chegar a 45 milhões de acessos, deve ser utilizado como estratégia de desenvolvimento em outras dimensões da vida econômica e social.
"Se considerarmos o porte deste mercado, poderemos considerar a implementação de uma política de desenvolvimento produtivo que permita, por exemplo, a inserção de nossa indústria na produção de equipamentos e materiais a serem utilizados na última milha", aponta o documento publicado na segunda-feira (21/12).
"Há que se prever desde a capacitação de pequenos provedores de serviços diversos até políticas de crédito específicas, que possibilitem a geração de emprego e renda com estes novos empreendimentos", defende.
A análise do Ipea define que outro aspecto relegado é a própria produção de conteúdo e de serviços específicos, que podem ser criados para a população vir a ser incluída digitalmente.
De acordo com o documento, o Brasil possui 10,1 milhões de acessos fixos de banda larga cujo o preço médio ocupa a casa dos R$ 162 mensais. Do total, 66% têm velocidade contratada abaixo de 1 Mbps.
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